A CRIAÇÃO DOS MUNDOS NÃO HABITADOS
Na criação da verdade, vem em minha direção algo que era tão imponderável que os meus sentidos quase foram dissipados aos meios de tantas energias e suavidades.
A cada movimento as minhas pernas e braços chegavam à velocidade de mil luzes céus. Respiração? Respiração Nuclear? Era apenas a passagem da camada de uma ilusão simbólica diante daquele discurso entre reis e rainhas.
As cores vermelhas e pretas eram símbolos na inércia dos corpos e almas legendários cores do tempo e espaço.
O monstro era a única solução de minhas cicatrizes, a única veracidade de meus desejos reais estabelecida entre a razão e emoção.
Os corpos eram em funeradas e sempre no meio de tantas confusas as suas salivas era apenas soluções de mundos insanos e corruptos de seus valores colaterais.
A musicalidade é o silêncio de minha alma no meio de tantas confusões e minha voz era a melhor música que tocava no colapso das minhas inquietações;
Os mundos não habitados eram apenas as confusões de uma vivência mais sucedida de um corpo agente do mundo perdido.A cada tolerância de uma propaganda era a desilusão estabelecida por mentes insanas e impuras.
Chegando a mundo não habitado tão perfeito de cores iluminadas e com o cheiro da suavidade, o meu corpo sentiu tamanha sensibilidade de minha alma. Os meus olhos foram o presente daquela realidade, sendo a narrativa daquele momento perfeito, e, em minha pele que sentia a cada molécula de responsabilidade. O piso era de uma grama verde o mais lindo que podia sentir com os meus pés que estava coberto com meu sapato de madeira.
A cada passo chegava a um lugar não tão explorado pelo humano e fui recebido por um anjo vestido de roupas simples e de um perfume famoso naquela região que na minha sensibilidade pude fazer uma comparação com o cheiro de rosa vermelha.
Em sua respiração, me fez uma pergunta:
_Seja bem vindo! Qual seu nome?
No final de sua respiração, respondi:
_Sou anjo, meu nome é Gabriel, e o seu?
_Querido, Anjo Humano. Chamo-me Arcanjo Miguel Streve.
_O que você faz nesse lugar tão impróprio para sua raça?
_Procurando uma resposta para as minhas inquietações.
_Nesse lugar? Respondeu com a voz suave que introduzia em minha alma como raio de iluminação.Respiração pausada, suando frio, essas foram às reações de minha alma diante daquele ser de tamanha simplicidade.
_Siga-me nesse caminho de rosa. Quero te mostrar algo.
Senti minhas asas sendo feitas a cada pisada daquele ambiente macio e singelo.
_Miguel! Disse com a voz abafada. - Estou sentido algo em minhas costas como se fossem asas!
_Acalme-se, faz parte de seu corpo cósmico.
_Corpo cósmico?
_Seus guias não falaram sobre seu corpo cósmico?
_Não. Por que eles falariam sobre isso?
De repente o chão parecia o céu de possibilidade e fez-se presente em minha frente, sentindo ainda as asas em minhas costas. As cores eram feitas através da colorização simples do azul com o branco.Voamos como pássaros na primavera. Era como se sentíssemos o vento dentro de nossa alma.
Meu corpo foi ficando azul em contato com aquele céu. No primeiro momento, segurei as suas mãos que estavam quentes. Algo muito forte aconteceu nesse simples contato. Comecei a ficar gelado ao ponto de minha respiração ficar com o gosto de gelo.
_Está tudo bem com você? Perguntou, preocupando-se comigo.
_Tudo bem, sim. Achei pouco estranho o meu corpo está formigando e minha respiração estar com o gosto de gelo.
_No primeiro contato sempre acontece isso. Acalme-se, faz parte!
Então voamos em direção a uma luz muito forte que chegava em nossa direção. Uma porta fez-se presente aos nossos olhos, algo era tão comum ao meu corpo que comecei a chorar diante aquele visão iluminadora.
Respirei fundo e comecei a dançar no estimulo da música de cada elemento da natureza que se formava em minha direção. Perguntei:
_O que está acontecendo, Miguel?
_O poder do divino se fazendo na natureza cósmica.
_Tudo é feito pelas “mãos do divino”, porém a sua força maior é o amor incondicional.
_Por que aquele lado é mais escuro?
_Este lado é lugar onde vivem os seres inferiores que precisam do perdão do divino. Fique longe desse lado! Você não tem estabilidade cósmica para reviver esse lado.
_Tudo bem.
Naquele local existiam vários seres improváveis que observaram o meu jeito de dançar e comentaram algo entre si em uma língua que não sabia traduzir. Parecia ser uma língua muito antiga, que tinha sinal de mãos muito semelhante com libras. No meio dessa conversa, alguém disse:
_Sua dança é sagrada?
_Qual o nome dele?
_Será que ele tem os mesmos poderes que seu irmão?
Depois que escutei isso parei de dançar, comecei a ficar com corpo pesado e sem ação. Deparei-me com uma luz escura dentro de meus olhos. Fui perdendo o chão e tudo girava em minha volta. Gritei dentro de mim:
_PARE!
_Sou apenas eu mesmo. Não sou este que vocês estão dizendo. Ele foi embora para muito longe onde a luz não pode alcançá-lo.
Dancei com raiva de todos daquele lugar, unindo a força dos elementos e anímico, ficando todo escuro e cinza a cada movimentação. Dancei, dancei... Até que adormeci em um jardim azul. Acordando sem força e com fome, foi andando em direção a um circulo e vi que todos que estavam antes comigo, não estavam mais.
_Alguém aqui?
_Miguel?
_Oi?
_Onde estou? Por que estou aqui? Quero sair daqui!
_Você está em lugar no qual tinha falando contigo onde vivem os seres inferiores.
_Como faço para sair daqui?
_Miguel? Miguel?
Fiquei com medo. Sem saber sair daquele lugar, comecei a andar em direção ao nada, apenas sendo guiado por minha intuição. Andando entre a escuridão, só sentia e ouvia respirações, gritos e pesadelos de almas sem fim.
_Alguém aqui? - Perguntei com insegurança.
_Alguém?
_Estou aqui, irmão.
_Quem é?
_Sou eu.
_Eu, quem?
_Serafim. Qual é seu nome?
_Sou Gabriel. Em que lugar você se encontra?
_Feche os seus olhos, respire três vezes e depois abra-os. Depois disso me verás.
_Tudo bem. Farei isso.
_Nossa! Como seu corpo está sujo. Você tem asas como eu.
_Tenho sim, amigo. O que faz aqui?
_Estava dançando em lugar lindo, cheio de seres improváveis. Quando fiquei com raiva de um comentário de um deles e acabei dormindo em sono profundo e deparei-me aqui, quando acordei.
_Você está falando do Jardim de Eslim e dos seres Angelicais.
_Acredito que seja isso mesmo. Por que você está nesse lugar?
_Fiz algo para merecer estar nesse lugar desumano. Matei o Eslim.
_Nossa! Por quê? O que levou a esse ato?
_Foi o fruto da árvore de Eslim que não podia ser comido. Em minha eterna curiosidade o comi para saber o que ele faria. Por isso, que estou nesse lugar escuro, sem minhas armaduras e espada. Com esse fruto matei o meu irmão anjo.
_Mas o que esse fruto faz além de matar as pessoas?
_Ele ativa o lado maligno do ser que está inativo dentro de cada ser de Eslim. Para despurificar é preciso comer outro fruto chamando Angelicó, que se localiza dentro desse vale profundo ao seu lado.
_Mas, por que você não foi a esse lugar ainda?
_Porque estou sem as minhas armaduras e espada.
_.Como posso ajudar você ?
_Suas asas estão funcionando. Você precisa ir lá procurar esse fruto que é azul e tem um sinal vermelho em sua ponta. Você precisa usar o meu símbolo angelical. Pegue-o.
_Tudo bem. Tentarei faz isso.
Comecei a jornada em busca daquele fruto misterioso, mas fiquei perguntado o porquê o ser de tamanha sinceridade e poder estaria naquele lugar tão sujo e sem voz de amor. Quando me aproximei daquele lugar com aspecto sujo e pouco habitado, senti algo em meu corpo. Era como se fosse um aviso de minha alma: PARE!
Parei no tempo. Tudo em minha volta foi se transformando em lugar verde sem vida. Não parei de andar mesmo com os olhos fechados, até que uma luz surgiu em minha direção e fiquei sem reação. Apenas deixei-a entrar em minha alma. E, bendito o fruto estava em minha frente com os mesmos detalhes que Serafim tinha me dito.
_Pare, não faça isso!
_Não fazer o quê?
_Não pegue esse fruto!
_Por quê? Preciso salvar um amigo. Ele está precisando desse fruto.
_ ( a voz respondeu) Até que ponto ele é seu amigo para colocar sua vida em risco?
_Em risco, minha vida?
_Sim. Nem tudo é o que parece ser, Gabriel.
_( a voz estranha)Você precisa voltar e dizer que o fruto foi morto pela praga do inferno astral.
_Mas quem é você? E por que está falando isso comigo agora? Por que não me ajudou a sair desse lugar?
_( a voz estranha) Cada um sabe lidar com suas ações conscientes. Você fez algo que está preso dentro de sua mente. Apenas se concentre e vença isso que está fazendo você ficar preso aqui.
_Mas como? Estou sentido que não posso!
_( a voz estranha) Aí que se encontra o problema: o de não acreditar em você.
_( a voz estranha) Respire fundo e acalme-se.
_Qual é seu nome? Você também é de Eslim?
_( a voz estranha) Sou a poeira desse universo chamando Eu Sou. Estou em qualquer espaço ou tempo.
O silêncio fez-se presente naquele momento. O fruto sumiu da minha frente. Fiquei sem saber o motivo daquela situação toda. Voei para o mesmo lugar onde se encontrava o anjo que pedia ajuda. Naquele segundo momento, indo de encontro a minha resposta fiquei com receio de dizer que era apenas a ilusão daquele ser iluminado.
Cada passo em direção a porta de saída, refleti sobre qual o motivo dessa situação toda. A única resposta que venho em minha mente, foi que a sinceridade sempre é porta da veracidade.
Chegando lá, estava o anjo com sua voz de medo, gritando com a voz de terror:
_É você, Gabriel?
Fiquei em silêncio por dois minutos, que era semelhante há mil anos luz de espera. Respondi com a voz serena:
_Sim. Sou Serafim.
_Você pegou o fruto?
_O fruto desapareceu com praga do inferno astral.
_Como foi isso? Quem falou isso para você?
_Apenas sumiu!
Algo fez aquela voz serena se transformar em algo que nunca tinha visto. Sua voz fico trêmula parecendo que estava com vontade de matar alguém.
_Vá embora !( grito com ódio)
Falando em língua muito estranha. Era a mesma que tinha escutando no Jardim de Eslim. Fiquei sentido porque não consegui ajudar aquele ser tão lindo em sua forma, mas terrível por dentro.
_Gabriel? Acreditei em você!
_Eu também acreditei em você, Serafim.
Quando o abracei, algo aconteceu. Uma luz muito forte fez os nossos corpos dissiparem do meio daquela escuridão. Ao ponto do silêncio já estávamos em Eslim.
_Gabriel ?? Estamos em Eslim. Funcionou!
_Sim, Serafim. Acreditamos em nossa sinceridade. Acredito que o divino sentiu nossa vibração. Agora, podemos voltar a nossa casa e seguir nossas vidas.
Choramos como criança quando recebi o seu presente de natal. Ele voou para longe como se tivesse despedindo-se para sempre de minha pessoa. Fiquei pensando enquanto esse Ser ajudou muito em minha vida.
Miguel apareceu em minha frente dizendo que poderia seguir minha vida e voltar para minha casa, segui para portal azul com os seres de Eslim que estavam ao lado do portal dizendo que um dia voltaria para aquele lugar, para eu ser sempre eu nesse lugar mágico e sincero.
A experiência foi fabulosa no ato de ser sincero com nossos sentimentos e responsável com nosso amor.Vivemos sempre com a dualidade dentro de nosso ser, na possibilidade de sempre fazer nossas escolhas pela linha da consciência do amor incondicional. Um dia voltarei a esse lugar fabuloso onde encontrei a minha essência e veracidade. Em suma, a reflexão do conto é para dizer que sempre devemos ser sinceros e acreditar no amor. As cartas, intuição, mediunidade são portais para ajudar os outros e a si mesmo em nosso caminho de evolução. Nunca esqueça que o amor cura tudo.
Consultor Gabriel




